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Desempenho acima de tudo

Fonte: ITWeb (por Roberta Prescott)
Data: 15/12/2006

Fazer atualizações sem comprometer os investimentos já realizados. O sonho de muitos CIOs foi a missão de Davi Carvalho, à frente do departamento de TI da Transit Telecom. Ao propor a adoção do conceito de arquitetura orientada a serviços (SOA, na sigla em inglês), o executivo defendeu a preservação do legado, o desenvolvimento de novos módulos de forma distribuída e a quebra do sistema monolítico. Não enfrentou resistência da alta diretoria. “Com SOA, vamos sair de uma arquitetura de duas camadas (back-end e front-end) para quatro: visualização, de negócio, relacionamento com a base de dados e com o banco de dados”, explica. Além disto, Carvalho aponta a independência do banco de dados (Oracle), que passa a atuar como um repositório de informações, como mais uma vantagem da plataforma.

A Transit surgiu com o processo de privatização do setor, iniciando suas operações como espelhinho. Hoje, atua, principalmente, para o mercado corporativo e opera em 30 pontos de presença, 28 filiais e 343 canais indiretos. Mesmo sem ter SOA implementada – com as provas de conceito realizadas, a fase atual é de escolha de fornecedores –, Carvalho iniciou um projeto de consolidação de bilhetes com base nos conceitos da arquitetura, que rendeu à telco o primeiro lugar na categoria e o 30º no geral. “Enquanto não definimos os fornecedores, adotamos software de código aberto”, relata. O sistema, feito em Java, foi planejado de tal forma que se adequará a qualquer solução.

Entre os projetos de SOA e de consolidação dos bilhetes, a Transit já desembolsou R$ 500 mil. Baseada em Visual Basic, a ferramenta antiga apresentava problemas de performance. “Ela não conseguia dar vazão ao nosso volume; faltava poder de processamento, fundamental para sustentar o crescimento da companhia”, justifica. Somente neste ano, de janeiro a novembro, a Transit cresceu 60%, em comparação com 2005. Com a rede de próxima geração (NGN), a Transit espera multiplicar a base atual de clientes, o que exige uma plataforma para sustentar o aumento de tráfego.

Resolver o problema com o gargalo foi prioridade. “Conseguimos duplicar a capacidade de processamento e esperamos chegar a oito vezes mais.” Outro ponto crítico era levantar os erros na bilhetagem e passar, rapidamente, para a área responsável. A identificação no menor tempo possível torna-se crucial porque há, por lei, um determinado período para a operadora cobrar as ligações.

 
 

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